Travesti é morto dentro de motel
Após dez minutos de programa, no bairro Santa Branca, vítima saiu do quarto ensanguentada e morreu na recepção
FOTO: CRISTIANO TRAD
Clientes e funcionários do motel, que fica na região da Pampulha, ficaram assustados
No entanto, dez minutos depois que entraram no quarto, a recepcionista do motel, de 50 anos, foi surpreendida pelo pedido de socorro do travesti, que foi nu e todo ensanguentado até a recepção. Ele faleceu ainda no local.
O rapaz foi atingido por uma facada profunda no pescoço e outras quatro superficiais nas costas. Logo em seguida, o suposto cliente rendeu a recepcionista com uma faca de cozinha e fez ameaças contra ela. "O portão fica fechado com cadeado o tempo todo. Ele exigiu que ela destrancasse e o deixasse sair, senão a mataria também. Ela saiu daqui passando mal com essa situação toda", contou uma colega de trabalho da funcionária.
O suspeito conseguiu fugir a pé do estabelecimento, que fica na mesma rua de um posto da Polícia Militar. O dono do motel e a mulher rendida não foram encontrados para falarem sobre o assunto.
Motel lotado
De acordo com outros funcionários do estabelecimento, o motel estava lotado no horário em que o crime aconteceu. "Todo mundo foi embora logo em seguida. O pessoal ficou muito assustado com o que houve. Nós também estamos trabalhando agitados hoje (ontem), pois isso nunca tinha acontecido aqui", relatou uma das camareiras.
Sem identificação
A vítima teria começado a fazer programas na região recentemente e não era conhecida na região. Nenhum documento foi encontrado pela polícia e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Até o fim da manhã de ontem, ninguém havia reconhecido o corpo. A vítima foi descrita com uma pessoa morena, de cabelos pretos e longos, com uma tatuagem de borboleta no ombro.
O suspeito foi descrito como um homem de idade entre 30 e 35 anos, negro, de aproximadamente 1,70 m de altura, que usava calça preta e jaqueta. O boletim de ocorrência foi registrado no plantão da 7ª delegacia seccional de Venda Nova e as investigações sobre o crime devem ser conduzidas pela delegacia de homicídios de Belo Horizonte. Medo
Quem já trabalhou nas ruas do bairro Santa Branca, durante a madrugada, reclama do medo. Um travesti que faz programas nas proximidades do motel onde o crime aconteceu falou sobre a insegurança durante a noite. "Passei a trabalhar de manhã por medo de ficar na rua de madrugada. Sempre acaba aparecendo algum cliente mais violento e, à noite, é pior", comentou.
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