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quinta-feira, 8 de setembro de 2011


Cerca de 100 cavaleiros abasteceram os comerciantes com queijo, rapadura e pinga, após quatro dias de viagem


Flávio Tavares
Mercado Central
Cavaleiros abasteceram os comerciantes com queijo, rapadura e pinga
Partindo do município de Igaratinga, na Região Centro-Oeste de Minas, mais de 100 cavaleiros enfrentaram quatro dias de viagem e atravessaram cerca de 90 quilômetros de estrada montados em mulas e cavalos até Belo Horizonte. O destino era o Mercado Central, um dos maiores símbolos da cidade, que nesta quarta-feira (7) comemorou 82 anos de existência.

Muitas pessoas se reuniram no quarteirão da Avenida Amazonas com Rua Goitacazes para acompanhar a chegada dos cavaleiros, que refizeram o mesmo trajeto feito há décadas pelos tropeiros, trazendo produtos como queijo, rapadura e pinga, para abastecer o Mercado.

Como antigamente, o tropeiro Ademir Resende Freitas, de 36 anos, montando a mula Rosalina, entrou no Mercado para distribuir mercadorias a clientes antigos. Emocionado, ele explicou o objetivo da cavalgada. “O que a gente queria era resgatar a origem do Mercado Central, quando os produtos eram transportados em cavalos. Meu avô trazia queijo e meu pai também. Lembro de quando era criança e acompanhava essas viagens”, disse. Hoje Ademir também trabalha na atividade e, pelo menos duas vezes na semana, vem a Belo Horizonte de caminhão para trazer produtos para clientes antigos.

Com lágrimas nos olhos, Ademir conta que sonhou por muitos anos com o dia em que poderia fazer essa viagem a cavalo em memória do avô e em homenagem ao pai.
De tantas visitas, o local se tornou uma referência para ele. “Aqui é a minha casa, é de onde eu tiro meu sustento. No mercado eu não tenho só clientes, tenho irmãos”, revelou.

Há 29 anos Itamar Gomes de Oliveira é proprietário de uma loja no Mercado Central, especializada na venda de queijos e doces. Ele confirma que tantos anos de convivência acabaram fazendo de Ademir um amigo.

Milhares de pessoas que também estão acostumadas a frequentar o Mercado lotaram os estreitos corredores para participar da festa. A auxiliar administrativa Sílvia Helena de Matos, de 50 anos, conta que a história do Mercado Central vai de encontro com a sua própria história. “Quando era criança, eu vinha muito aqui com a minha avó para comprar frutas, docinhos e queijos. Acabei me acostumando com esse lugar. Hoje, eu continuo frequentando o local semanalmente”, diz.

Assim como ela, Gracina Delfina Neves, de 63 anos, fez questão de integrar as comemorações. “Essa é uma festa linda que eu quero curtir. Está tudo maravilhoso”, elogiou, enquanto comia uma fatia do bolo de aniversário oferecido pelo Mercado Central ao público. A balconista Eliana Lopes, de 26 anos, também enfrentou a enorme fila para garantir um pedaço do doce, que estava sendo servido na Praça do Abacaxi. “Já tenho o costume de vir aqui. Não ia deixar de participar da festa”, afirma.

Para completar a comemoração dos 82 anos do Mercado Central, o quarteirão da Rua Goitacazes foi fechado para shows de atrações como Toninho Moreira, Caquinho Big Dog e Tianastácia.



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