PRISÃO DO TRAFICANTE NEM GERA REPERCUSÃO INTERNACIONAL
RIO
- A prisão do chefe do tráfico de drogas da Rocinha, Antônio Bonfim
Lopes, o Nem, é notícia em diversos veículos internacionais nesta
quinta-feira. No diário espanhol "El País", Nem é descrito como "o homem
que impunha sua vontade e caprichos na que é considerada a maior
favela do Rio".
Ainda segundo o jornal
espanhol, o fato de policiais terem se negado a aceitar propina em
troca da liberação de Nem, durante a tentativa de fuga do traficante,
mostra que algo mudou dentro da polícia do Rio, que fora alvo durante
muitos anos de escândalos de corrupção.
O
"El País" também chamou a atenção para a prisão de Anderson Rosa
Mendonça, conhecido como Coelho, braço-direito do traficante Nem e chefe
do tráfico no Morro de São Carlos. Coelho e mais quatro comparsas
tentavam fugir, mas foram interceptados por agentes da Polícia Federal. O
jornal reforçou que o grupo era escoltado por policiais civis e
militares que teriam recebido cerca de R$ 2 milhões para proteger os
criminosos.
Sobre
o fato, o "La Nación", da Argentina, ressalta que, mesmo com uma
melhora na reputação das policias, o escolta de Coelho prova que ainda
há corrupção dentro das forças de segurança estatais do Brasil.
De
acordo com o periódico argentino, os prováveis 120 mil moradores da
comunidade temem uma explosão de violência na favela por causa da
entrada da polícia para a promoção da pacificação e instalação da UPP. O
jornal ressalta que muitos deles deixaram suas casas antes do início
das operações.
Dados sobre o Nem:
Antônio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como o Nem (nascido no Rio de Janeiro, 24 de maio de 1976) é traficante de drogas brasileiro, um dos principais responsáveis pelo tráfico na Favela da Rocinha e favelas controladas pelo Amigos dos Amigos.
Ganhou fama nacional ao usar uma invasão por parte dos seus comparsas ao famoso Hotel Intercontinental no bairro de São Conrado no Rio de Janeiro, para conseguir despistar a polícia e realizar a sua fuga.
Nem é conhecido por ser um grande ostentador de suas posses, e pelo desejo de perpetuar-se no poder, suas características são muitas das vezes comparadas com os grandes gangsters das famosas máfias.
Após diversas guerras e troca de poder na favela da Rocinha, Nem também ganhou prestígio no mundo do tráfico, ao conseguir estabelecer sua facção definitivamente, como controladora da comubidade.
Em janeiro de 2010, forjou a própria morte e o enterro a fim de escapar do cerco policial, o que não deu certo, pois a Polícia Civil descobriu a tempo.[1]
Em fins de 2011, às vésperas da ocupação da Rocinha para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora - UPP, era o traficante mais procurado no Rio de Janeiro.[2] e por informações que levassem à sua captura, foi oferecida recompensa de cinco mil reais.[2]
No dia 9 de Novembro de 2011, a polícia conseguiu prendê-lo, enquanto tentava fugir do cerco realizado à Rocinha.
Colaborador: Tony Oliveira
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